quinta-feira, 6 de setembro de 2012

trajectory new

       Olá, queridos e poucos leitores. Faz um bom tempo que eu não escrevo nada por aqui, mas venho mesmo depois desse tempo trazer algumas novidades. A novidade mais simples que tenho hoje é a mais desconhecida em toda minha vida, que é morar em outro estado, porque jamais pensei que pudesse ser uma verdade. A outra novidade, que é o curso que vou fazer, esteve presente em sonho, em textos, em palavras soltas ao vento, e cursá-lo em uma universidade de renome, aí sim nunca imaginei que ela pudesse enfim existir. As pessoas mudam, as coisas mudam, porém, mais importante ainda é alguém querer mudar-se, querer mudar as coisas em sua volta. E com esse propósito, eu adquiri uma coragem sem igual para viver uma nova trajetória.
        Há tempos atrás eu dizia que viria para o Rio de Janeiro, ser atriz e ficar conhecida. Além de querer calar a boca, se assim posso dizer, de quem dizia que eu não era capaz de nada, principalmente de alcançar algo aos pés do que hoje realizei, eu gostava de atuar (gosto). O sonho de ser atriz adormeceu, e a ideia de morar no Rio e estudar aqui, por incrível que pareça, também. Há 3 meses atrás eu já estava me imaginando uma antropóloga super exótica, como de praxe. Isso porque estava cursando Ciências Sociais. Hoje já não sei nem em o que imaginar de mim. Eu sei que aqui eu poderei ser muito mais do que minha imaginação permite produzir.
      Alguns amigos pediram que eu contasse tudo o que acontecesse por aqui, não dá pra contar de um por um, então através do blog eu posso pelo menos registrar como serão as primeiras experiências. Começo pela saída da minha casa, em São Luís do Maranhão.



 

                                                 Na pressa ficou tudo uma bagunça!

      Assim deixei nas caixas deixadas na minha casa, que haviam todas as minhas preciosidades. Se eu pudesse trazia tudo, claro, mas seria extremamente complicado. Se quando fui fazer o check in minha malas tiveram 7 kg de excesso com as coisas mais importantes... Imagine se eu levasse o que havia dentro das caixas. Falando nisso, eu aceitei pagar o excesso da bagagem, disseram-me que o preço para 7 kg era R$ 140. Você pagaria? Eu não, e disse bem claro "eu não vou pagar isso". Mas como a única coisa que poderia fazer era diminuir a quantidade de coisas, tive que ser obrigada a passar um pouco de vergonha retirando bagulhos da mala (rs). Depois disso o excesso ficou em 4 kg. Deu uma melhorada, mas infelizmente minha mãe teve que voltar com algumas coisas minhas, e fiquei pensando nisso com a maior tristeza depois. Ficou em R$ 80 o excesso, e eu tive que ceder.
    No caminho para o aeroporto eu fui começar a desvendar meu celular, e aí coloquei as músicas que tinha acabado de baixar pra tocar, e de repente começa: "A bailarina e o astronauta" da Tiê (como sempre, rs).

"Eu sou uma bailarina e cheguei 
aqui sozinha. Não pergunte como eu vim, 
porque já não sei de mim. Do meu circo eu fui 
embora, sei que minha família chora. 

Não podia desistir, se um dia, como um
 sonho ele apareceu pra mim. "


      E lá caiu perfeitamente bem. Eu já estava chorando porque o primo do meu pai, que estava me levando disse que iríamos nos atrasar se voltássemos em casa, e eu queria fazer isso porque não tinha me despedido da minha irmã e da sobrinha. Elas tinham acabado de chegar lá, quando eu tinha acabado de sair. E haviam feito uma viagem dias antes, então faziam alguns dias que eu não as via. Imagine, quando começou a tocar essa música, qual foi minha reação. 

Aí eu tirei essa foto pra registrar a cara de deception.
      Quando cheguei por aqui, um amigo meu estava me esperando no aeroporto. As pessoas, que eu estou morando agora, não poderiam me buscar. Então, carinhosamente, ele foi me receber com toda alegria possível. Pra não deixar passar despercebido, está aqui o blog do Milton (http://acasadeninguem.blogspot.com.br/)

     Peguei o taxi e vim sozinha. Ao chegar, fui recebida muito bem. E já começaram a me encher de comida. Não dormi muito tarde, estava cansada, foram muitos dias de preocupação, ansiedade e saídas infinitas em São Luís. 
     O primeiro dia ao acordar nessa cidade encantadora foi muito estranho, eu pensava que estava em São Luís e na minha cama... Aí a Ana Cláudia (Lala) me convidou para ir ao mercado, e pra minha alegria estava fazendo um friozinho muito bom. Disseram por aqui que eu trouxe o frio pra cá, já que dias anteriores não estavam. Segundo dia soube o dia exato que farei minha matrícula na UFRJ, para assim ser oficialmente uma universitária pela segunda vez, isso já me deixou entusiasmada. Terceiro dia por aqui, acordei às 5 da manhã com a Lucilene (Lho Lho), pra ir ao trabalho dela pegar uma CPU, que agora será utilizada por mim. Finalmente pude respirar fora do bairro.

Ignorem as caras de sono da matina. 

    E hoje, acabo de saber o dia que as aulas irão começar (22 de outubro), vai demorar um pouco, mas dá tempo de me organizar, conhecer tudo e resolver o que tem pendente. E tempo demais pra ansiedade ficar a mil (aaaa). Assim concluo meus poucos dias na cidade nova, onde eu quero ser feliz enquanto durar, quatro anos (se Deus quiser), porque apesar de ser um lugar maravilhoso (e que eu ainda vou desvendar muito), é São Luís o meu primeiro amor, e esse a gente nunca esquece.

2 comentários:

  1. "É São Luís o meu primeiro amor", aaaah *u*
    Mari, já conversamos sobre isso e você sabe que eu também compartilho da ideia de que talvez você fique rica, famosa e bem empregada, mas sou como você. Não me vejo saindo dessa ilha, desse ovo, pra ir pra sempre pra outro lugar. Quero ajudar minha cidade, não quero fugir daqui. Fora que é muito duro se afastar das pessoas que a gente ama e que nos amam também. Nem acredito que estou lendo isso e você não tá aqui perto, num bairro não muito distante, a menos de 20min de mim :(
    Mas eu quero muito que você seja feliz, vou ficar com ciúme e com uma certa inveja das pessoas que eu sei que você vai conhecer e que contigo conviverão. Espero que dê tudo certo, minha amiga. Já estou com saudades.

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  2. Imagino o quanto deve estar sendo diferente para você conviver agora no Rio. Eu tinha dezesseis quando fui "morar" alguns meses em Sampa e até hoje não sei definir muito bem minha experiência, pois, naquela época, não tinha autonomia para decidir se era aquilo mesmo que eu queria. E olha que eu nem tinha uma trilha sonora tão linda e significativa como essa da Tiê para servir de consolo.
    Mas você deu um passo importante agora. Por isso, espero que os seus sonhos de estudar e ser feliz por aí se realizem até melhor do que o planejado e esperado.
    E venha nos contar tudinho também, moça. Abraços!

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