segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Escrever é fazer-se conhecer

      Da forma como se quer, cômica, dissertativa, descritiva, a escrita faz parte da vida de muita gente, mas também não faz parte de muitas vidas. Escrever é doar-se ao outro, que você não sabe quem é, que pode interpretar seu texto de várias formas, que você não sabe como encarará suas entrelinhas. Informal ou culta, ela vem carregada de você, do que faz parte do seu mundo. Certamente que pode ser apenas uma porcentagem de você, certas vezes pessoas passam até duzentos porcento do que é, isso porque vão além do superficial, adentram na subjetividade do eu. 
     Pensemos, escrever é se expor? Depende do ponto de vista. Há pessoas que escrevem e publicam, assim estão expostas ao que pensarão a respeito desses textos. Parte delas poderá concluir o óbvio, outras podem ir além disso. Acabando assim por construir um conceito sobre quem você é, estando certo ou não. 
    Ah! Escrever é bom demais, esvazia sua caixinha de ideias porque elas pularam para fora dela, abrindo espaço assim para novas. Já que eu estou falando de textos, vou separar quatro blogs para vocês, contar um pouco sobre os donos e como os conheci.


Lar da Escriturária, autora: Steffi de Castro


http://larescrituraria.blogspot.com.br/

Ela tem 19 anos, de São Luís e faz parte da minha vida, conheci essa incrível pessoa na escola, mas fui ficar mais próxima só quando saí de lá (e ela continuou para concluir). O teatro nos uniu, isso é fato. Participávamos de um grupo chamado Entrecena, com direção de Jorge Milton, no Colun, e então tínhamos uma convivência diária, apesar da diferença de séries (ela no 1º ano e eu no 3º). E gostos, vontades e sonhos em comum foram nos juntando mais ainda. Até que pude considerá-la uma grande amiga/irmã. Não me esforcei pra gostar dela, é muito fácil, porque alguém com tanto bom gosto e uma carga de conhecimento tão grande é quase impossível não se aproximar, a não ser que você tenha péssimas referências, rs. Ela tinha dois blogs, um que era bastante pessoal (Complexo das Letras), o outro também, porém com uma influência enorme em Deus (La Escriturária). Ela contava nesse segundo, o que achava que era certo, sua posição em relação a temas polêmicos, ou não, era sincera a ponto de provocar uma satisfação imensa ao ler seus textos. Hoje ela escreve num blog conjunto, o Lar da Escriturária, que eu mencionei up.


Cartaz fofíssimo que eu fiz para ela
 (representa muito bem quem ela é)


Fez-se flor, autora: Juliana Diniz 

http://fez-se-flor.blogspot.com.br/

É uma garota de 17 anos, mora em São Luís e também faz parte da minha vida, é uma grande amiga /irmã. Nos conhecemos há pouco tempo, mas digo à vocês, foi através da arte. A primeira vez que eu vi a Juli na vida ela estava vestida de boneca, Maricota (e que por acaso é um dos meus apelidos). Eu era jurada das apresentações que estavam concorrendo, mas eu não fazia ideia de quem estaria por trás da roupa de boneca e aquele rostinho todo pintado, e da peruca verde. A primeira vez que ela me viu, bem antes disso, eu estava apresentando na minha ex-escola, na aula inaugural, e ela estava alí, como seu primeiro dia na escola em que eu estudei. Minha personagem era uma criança (a maioria dos personagens eram, porque representávamos uma sala de aula), além disso, eu ainda era irmã gêmea, e quem fazia essa tal, era a Steffi de Castro. Então nesse dia ela me viu da mesma forma como futuramente eu a vi, 2 anos depois. Só que somente alguns meses depois da apresentação, foi que eu conheci a Juliana de verdade. 
     Juliana é aquele tipo de menina que amadureceu bem rápido, e que você aprende todo dia um pouquinho com ela. Há uma sinceridade, honestidade e simplicidade imensa nela. Quando ela escreve, só faz percebermos o quanto isso é verdade.
A flor e a flor.



Aleide e Alaide (Mariana e Steffi)

Maricota (Juliana Diniz)







Miudezas Particulares, autora: Natasha Olenka


http://miudezasparticulares.blogspot.com.br/

19 anos, mora em São Luís, entrou em minha vida na infância, quando eu era aluna da mãe dela no grupo da Igreja, e ela penrambulava, correndo pelo espaço, rs. Nos aproximamos ainda mais na adolescência, ela fez parte daquela vivência típica dos jovens, um tanto atípica, nós éramos loucas a ponto de não fazer nenhuma besteira. Só falávamos demais, nossas saídas limitavam-se uma na casa da outra, na das outras amigas que faziam parte também, padarias, comércios. Falávamos que iríamos aos EUA, enrolávamos o inglês com graças infinitas. Nós "sofremos" por amor juntas, apoiamos os desesperos e afins. O sonho dela é fazer Jornalismo, começou cursando Letras, mas não foi exatamente o que ela queria. No blog, ela escreve coisas relacionadas a sentimentos. Ela te faz pensar por diversos lados ao ler seus textos, faz uma alusão incrível. É de arrepiar. 
Natasha,  a nat licyous. 

Senhor do Tempo, autor: Marcos Lima


Ele tem 20 anos, São Luís, já está bastante tempo no blog, e já é conhecido por muitos blogueiros e apreciadores do mundo da blogosfera. O famoso "Marcos Aurélio", conheci há tempos. Nós temos uma ligação muito profunda e que denominamos "Vida entre colchetes". Logo no início da nossa amizade, tudo o que falávamos a respeito de reflexões do mundo, pessoas, ou nosso interior, colocávamos [entre colchetes], era uma forma de se deslocar do real, ir ao imaginário possível. Tanto tempo passado, percebemos que o mundo ou vida entre colchetes continua mais vivo do que nunca, as histórias foram acontecendo na vida dele, aconteceram na minha vida, e percebemos que tudo girou em torno de algo que acreditávamos. As histórias se entrelaçaram e nós pudemos fazer tudo isso de modo tino. E isso só fortaleceu a vida entre colchetes. 
O blog dele rodeia tudo. Um dia ele trata de um assunto sério, outro dia descontrai, ou sentimentaliza tudo. A forma como ele vê o mundo é impressionante, não gostar dos textos do Markoso, é algo em escassez. 

Ele brinca de escrever.

           Fico pensando se realmente mereço a amizade destas pessoas incríveis! Como posso ter conquistado-os? Escrevem de forma única e eu precisava compartilhar esse talento todo com vocês.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Adormecida


[Favor colocar pra ouvir enquanto lê o post, rs]
       As melodias e letras das músicas da Tiê vieram como parte da trilha da minha vida.. Decolei numa época em que sinto o amor longe, agora mais do que nunca, de forma pela qual eu me distancio do que passou, daquele amor que eu já pude sentir. E sinto-me longe e distante daquele que há de vir. Não sei quando virá, não sei se virá.
        É difícil até interpretar o que se sente. É uma dormência de estado, você não sofre, você não se alegra. Ao mesmo tempo que se quer acreditar que existe algo maior por vir, há a vontade de que nada mude, porque se possuímos em nossa caixa de lembranças várias situações tristes, sofridas, a vontade que elas não aconteçam outra vez é enorme. Mas aos poucos você as ignora, porque seu corpo, sua mente, seus sentimentos precisam se renovar. Os seus sentidos vão querer buscar o que você deixou de viver por um tempo por medo. Não que todas as pessoas tenham medo de arriscar outra vez, mas seu inconsciente acaba por desviar desse caminho.

 Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender"
(Perto e Distante - Tiê)
                                                  


E cada dia que passa, eu sinto que preciso voltar a viver uma história bonita, sem me preocupar se vai dar certo, ou não vai dar. Que ela exista da forma que possa existir, do jeito que vier. Sem "poréns", "porquês", sem o "talvez", sem o "e se não". Para isso precisa-se merecer. Será se "te mereço" futuro bom? Será que mereço esse "por vir"? Mereço o tal? 


"Um carinho envolve o meu coração
Sinto que é você, falando pra mim
Sussurrando"
(Te Mereço)


Sinto essa música como alguém que não existe, que só cabe na imaginação, porém, alguém possível, e que está bem longe. Só quero que continue dentro de mim essa calmaria. Essa que só é possível quando você está entre o espaço do "Perto" e do "Distante".