domingo, 29 de julho de 2012

360º (graus)

          Minha vida e minha cabeça deram uma volta imensa. Apesar de começar falando de mim, quero falar de você, de nós, de todos. Vamos ao início: recentemente tomei uma decisão transformadora, não só de uma vida, mas de uma rotina, uma família, um futuro. Fatos... terminei o ensino médio, passei o ano seguinte estudando e focada no vestibular tradicional, que no meio do ano passou a ser enem, e no fim, ter a notícia de que não havia passado. Foi um baque tremendo! Porque quando terminei o ensino médio, era novinha, e minha vontade maior era entrar nova. Foi aí que no ano seguinte, eu desandei, por vários motivos. O primeiro deles, foi uma prima ter falecido e ter deixado a família inteira mal, muito mal, porque era a primeira pessoa nova na família a nos deixar. Isso me deixou semanas esquisita. E na mesma semana, vi que não havia passado numa prova pela qual tanto esperei e coloquei fé. No dia em que a prima sofreu o acidente, eu havia feito uma prova de concurso, que também posteriormente soube não ter passado. Aí terminei um namoro sério (ele terminou), e que era forte demais, ia além da adolescência, de um namoro passageiro, não era paixonete de criança, era baseado realmente num futuro brilhante que nos esperava, até o dia que isso passou a ser simplesmente um sonho distante. Além de ter passado a infância e adolescência inteira sofrendo com problemas familiares, e pessoais, como o bullying, justo na juventude, pela qual eu esperava tremenda mudança, acontecem essas coisas, num momento só. Pra desabar a pessoa mesmo!
         Não compreendia, não queria nem compreender, já julgava ser o pior ano da minha vida, e tinha certeza que havia nascido para receber choques de realidade como esses. Até que comecei a reviver, aos poucos mesmo, resolvi fazer tudo de novo, estudar de novo, tentar outros romances oriundos do acaso. Então eis que no terceiro ano dessa sequência depois do término do ensino médio, aconteceram muitas coisas, uma atrás da outra, a tão sonhada aprovação não aconteceu da forma que esperei, novamente, passei na tal lista de espera, e não era o curso que queria, nem sabia porque tinha colocado aquele curso. Até fui fazer a matrícula, mas tudo aconteceu de forma que isso não tivesse êxito, hoje digo: que bom. Comecei a por em prática meus dotes criativos, minhas poucas técnicas editoriais eu comecei a desenvolvê-las. Editei vídeos para uns amigos que mantinham um site de entretenimento, estudei o início da criação de sites, ajudei duas cantoras amigas a desenvolverem seu site, dei a chance de namorar outra vez, até um estágio de um mês eu consegui, eu cheguei a viver nesse terceiro ano, porém, ainda não havia chegado no alvo certo.
          Foi aí que ganhei de presente, simplesmente... ter passado na primeira chamada para um curso bom (não o que eu pretendia a priori, mas sabia que era um curso encantador). Comecei a cursá-lo, e estava gostando dele, mas aí abriram as inscrições do sisu, e eu sem pensar muito fiz. Imaginei qualquer universidade do Rio de Janeiro, coloquei  UFRJ, e um curso que eu sempre desejei. ESSA É A PARTE QUE EU MAIS GOSTO DE TODA A HISTÓRIA, eu coloquei na ufrj sem pretensão nenhuma, pode acreditar! Estava bem, se eu passasse para outro curso na UFMA, estaria tudo bem. E tranquilamente, fui estudar pro seminário que precisava apresentar, organizar tudo, e no mesmo dia da apresentação, entrei na internet e vi que a posição estava muito boa nas vagas. Tomei um susto, mas continuei a - não pensar muito, mas já imaginando a possibilidade de pensar na possibilidade de ir - (haha). E quando saiu o resultado, eu decidi. Assim, do nada. Largar o curso, deixar a família longe, os amigos, a cidade tão amada, a vida que possuía, tudo, por um sonho. Um sonho? O que vale fazer por um sonho? Vale abandonar tudo o que você imagina ser sua vida de verdade para viver algo que pode ser ou não a felicidade? Aí eu lembro de quando eu não passei... se eu tivesse passado no início para algum curso na ufma, hoje talvez estaria cursando e quase terminando. Com certeza estaria tudo certo pra concluir e me formar. Por que eu faria a escolha de ir para outro estado se eu já estivesse com essa certeza? Eu não ia nem presumir isso! E quando acabasse o curso, será que minha vida seria realmente  da forma como esperei que fosse? Pois então, não passei antes, passei hoje, na indecisão que poderia me passar pela cabeça, resolvi escolher a certeza de não ter certeza
alguma.
            Cá estou eu, decidida a ir para o RJ, estudar o que tanto sonhei, e quem sabe conquistar tudo o que eu mereço conquistar. Se eu não for, posteriormente se der tudo errado em minha vida, ou acontecer de um jeito não tão agradável, pensarei: "Se eu tivesse ido, tudo poderia ser diferente". Para evitar uma conclusão dessas no futuro, prefiro ir. Ver o que acontece, e se não der certo por lá, é mais fácil voltar e tentar novamente por aqui, porque a oportunidade de ir pra lá é única, e voltar pra minha cidade, perto dos amigos e da família é algo que mesmo se eu for, continuarão aqui.
Agora deixo isso pra vocês... Virar de ponta cabeça às vezes nos fará bem, eu gosto de arriscar. Quando se arrisca, no fim você consegue ter uma resposta de duas, que são "deu certo" ; "não deu certo". Qual a resolução para o deu certo? Nenhuma, somente sorrir, e levar adiante a imensa alegria. E se não deu certo? Nada tão diferente, só não vale levar a tristeza junto. O sorriso tem que ir nas duas, porque quando ele vai, volta da mesma forma.
Opte pela sua felicidade primeiro,
depois é no contágio. Ela se espalhará.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

O BLOG QUE PARECE LARGADO

Eu ainda vou ajeitar esse blog com mais afinco, por enquanto deixa ele assim. Ele vai crescer em qualidade, garanto.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Observando - PARTE 2

Conheci poucas pessoas no percurso da vida que me fizeram perceber que elas tinham uma função voluntária transformadora nesse mundo. Poderia existir uma máquina copiadora de boas ações, já que a bondade está escassa. Essas pessoas, ao contrário daquelas do texto anterior, são encantadoras e merecem aplausos, sorrisos e felicidade em abundância.
As criaturas causadoras das confusões das quais falei anteriormente só me fazem sentir repúdio. Há um tempo atrás, um deles passou, da forma mais impura possível, a colecionar cães. E não de porcelana ou de plástico, cães de verdade, puros e inocentes. Que lindo e fofo, ele pegava cachorros para criar, só tira a parte do criar. Apenas pegava. Deixava os pobres na rua, eram mais ou menos uns 17 cachorros, que ficavam na praça e tinham um dono. Esse tal, não se importava com eles, quando iam atrás do cara que os pegou para criar, ele batia neles, ele bate neles. Em consequência disso eles rasgavam os lixos dos moradores, com toda razão, estavam com fome. Latiam e corriam atrás de qualquer carro, moto ou bicicleta que passasse. De vez em quando duas famílias resolviam colocar um pote de água para eles, porque normalmente se saciavam com a lama, água da chuva ou qualquer resíduo líquido que tivesse por aqui.
Voltamos ao maldito que finge ser dono deles; é um cara sem escrúpulos. Os filhos dele, sem excessão são ensinados a serem meninos pivetes e maldosos. O mais velho, dava cocô para os outros, sim, cocô. Aprenderam a apedrejar os animais que diziam ser deles. Quando o pai olhava, não fazia absolutamente nada. Se pudesse, acho que até incentivava.
Os cachorros passaram a diminuir em número, aparecia um morto alí, um aqui. Certa vez acharam dois que estavam cruzando, mortos. Quanta maldade cabe nessas pessoas, só que eles amanheciam mortos porque estavam largados, e de tanto sofrerem dores físicas, de passarem fome e sede, estavam ficando agressivos, e existem muitas pessoas agressivas também, então quando perturbavam uma delas, não tinha dó, matavam-nos (não me refiro ao "false dono").
Então, logo uma família com bondade no coração passou a cuidar deles. Que ficavam na praça mesmo, mas dessa vez com cuidados maiores, se é que tinham pelo menos menores, antes. Passaram a ter ração, com horários exatos, água limpa e muito carinho. Só restam 5 deles, mas a mudança foi tão grande que eles ficaram dóceis, como deveriam ser desde o início se tivessem sido tratados da forma certa. Eles precisavam de amor. Uma situação intrigante, e que não posso deixar de contar, é que existe um mendigo que mora no coreto da praça, e ele sempre deu comida aos bichinhos. Ele não tem nem para ele, mas o coração é tão cheio de caridade, que ele não conseguia recusar isso. Quem precisava ter essa atitude, era o dono, e hoje, nem se importa mais, na verdade, como nunca.
Existe também uma senhora, nessa mesma família, ela é aquela que não deixa passar nada. Acho impressionante a capacidade dela de estar onde a gente menos espera. Como uma sombra. Antes eu tinha a educação de olhar para ela e cumprimentar. Hoje tenho o prazer de passar e fingir que não existe. Justo porque ela sabe o que se passa e aprova. Tenho certeza que não sou a única que possui algo contra ela, até porque ela sempre mete-se onde não devia. A propósito, ela também batia nos cães e finge ser a pessoa mais santa que existe frequentando uma igreja. Mas sempre que a vejo, está brigando com as netas, de um jeito que um cristão não faria. Tudo isso me enoja.
A falta de amor nas pessoas as tornam dependentes de más atitudes. E esse mundo está cheio demais delas. Se não gosta de animais, é simples, não os leve para criar se não tem condições humanas para cuidá-los. 
Posso em algum momento estar errada em declarar tanta coisa assim, mas não poderia ver tudo isso e deixar que continuasse acontecendo com poucas pessoas sabendo. Pelo menos parte dos leitores vai lembrar dessa história quando verem animais abandonados, e quem sabe até abrir um espaço no coração de vocês que nem sabiam que existia.


domingo, 15 de julho de 2012

Observando

Na minha rua há pessoas específicas que usam os acontecimentos da vida dos moradores com o intuito de repassá-los para os familiares desses tais moradores, e assim intervir de maneira negativa. Às vezes, só mesmo por saber, e ter em mãos informações "valiosas" para serem usadas em algum momento "apropriado" para eles, claro. De tanto ver isso acontecer, e confusões serem geradas através disso, e sempre por conta de uma casa, uma família, eu resolvi usar informações da rua também, mas de uma forma positiva. Existem notícias, e notícias transformadas em fofocas. Enquanto para uns a conversa começa e para aqui,








(essa é a notícia da rua pela qual a gente percebe a simples passagem de um fato importante que é valioso saber) para outros ela começa observada da janela da sua casa, desde o dia que a garota estava na porta com seu futuro marido, e saíam dia sim, dia não, às 19:30, voltavam às 23:30, depois de 2 anos de namoro,  a mulher está grávida de 4 meses, e deve bem ter sido pelo fato de sair muito e a mãe dela dar liberdade demais à ela. "Essa menina é uma vadia" (mas quando passar ao lado dela vai sorrir e dizer "oi"). É tudo o que pensa e sabe uma pessoa, como dizem aqui no Maranhão "maroca", em outros casos"fofoqueira", "mutuca".
Essa abertura, que descrevi alguém que não tem limites, e educação perante um conjunto de pessoas, é para que eu possa contar agora, sem receio nenhum, do que acontece por aqui. Não serei uma delas, até porque não citarei nomes, vocês não conhecem a minha rua e nem as pessoas que moram nela, muito menos vou prejudicar alguém, nem constranger, porque eles não devem nem utilizar internet, mas vou falar o que aconteceu por aqui nos últimos tempos. São coisas interessantes, que me fizeram refletir demais a respeito das pessoas desumanas.

[continua no próximo post]

Só pra ficar claro, o assunto sobre qual eu vou tratar vai ser somente no próximo post, o blog não vai ser diretamente ligado à isso. :)


Novamente.

Faço parte mais uma vez do lugar de escritores por amor, dos que escrevem por hobby, por ter muito tempo de sobra, ou muita imaginação pra expressar. Voltei à este mundo! E com a intenção de ficar por muito tempo por aqui. Não sei por qual motivo deixei de escrever, através do blog, porque eu nunca parei, só utilizava outro meio de fixar as minhas ideias e mirabolâncias. Eu não sou mais a mesma que escrevia há uns 2 anos atrás, não sei se evolui em relação à minha forma de escrever, mas eu evoluí como pessoa e ser humano, acho que isso já é o bastante para que as ideias também sejam melhores.
Vou arrumar com calma, posteriormente, o blog. Tentar organizá-lo conforme vou postando. Ele vai crescendo junto comigo. 
Até o próximo post. Sejam todos bem vindos de novo ao meu eu, por vezes insano, por vezes doce.