quinta-feira, 6 de setembro de 2012

trajectory new

       Olá, queridos e poucos leitores. Faz um bom tempo que eu não escrevo nada por aqui, mas venho mesmo depois desse tempo trazer algumas novidades. A novidade mais simples que tenho hoje é a mais desconhecida em toda minha vida, que é morar em outro estado, porque jamais pensei que pudesse ser uma verdade. A outra novidade, que é o curso que vou fazer, esteve presente em sonho, em textos, em palavras soltas ao vento, e cursá-lo em uma universidade de renome, aí sim nunca imaginei que ela pudesse enfim existir. As pessoas mudam, as coisas mudam, porém, mais importante ainda é alguém querer mudar-se, querer mudar as coisas em sua volta. E com esse propósito, eu adquiri uma coragem sem igual para viver uma nova trajetória.
        Há tempos atrás eu dizia que viria para o Rio de Janeiro, ser atriz e ficar conhecida. Além de querer calar a boca, se assim posso dizer, de quem dizia que eu não era capaz de nada, principalmente de alcançar algo aos pés do que hoje realizei, eu gostava de atuar (gosto). O sonho de ser atriz adormeceu, e a ideia de morar no Rio e estudar aqui, por incrível que pareça, também. Há 3 meses atrás eu já estava me imaginando uma antropóloga super exótica, como de praxe. Isso porque estava cursando Ciências Sociais. Hoje já não sei nem em o que imaginar de mim. Eu sei que aqui eu poderei ser muito mais do que minha imaginação permite produzir.
      Alguns amigos pediram que eu contasse tudo o que acontecesse por aqui, não dá pra contar de um por um, então através do blog eu posso pelo menos registrar como serão as primeiras experiências. Começo pela saída da minha casa, em São Luís do Maranhão.



 

                                                 Na pressa ficou tudo uma bagunça!

      Assim deixei nas caixas deixadas na minha casa, que haviam todas as minhas preciosidades. Se eu pudesse trazia tudo, claro, mas seria extremamente complicado. Se quando fui fazer o check in minha malas tiveram 7 kg de excesso com as coisas mais importantes... Imagine se eu levasse o que havia dentro das caixas. Falando nisso, eu aceitei pagar o excesso da bagagem, disseram-me que o preço para 7 kg era R$ 140. Você pagaria? Eu não, e disse bem claro "eu não vou pagar isso". Mas como a única coisa que poderia fazer era diminuir a quantidade de coisas, tive que ser obrigada a passar um pouco de vergonha retirando bagulhos da mala (rs). Depois disso o excesso ficou em 4 kg. Deu uma melhorada, mas infelizmente minha mãe teve que voltar com algumas coisas minhas, e fiquei pensando nisso com a maior tristeza depois. Ficou em R$ 80 o excesso, e eu tive que ceder.
    No caminho para o aeroporto eu fui começar a desvendar meu celular, e aí coloquei as músicas que tinha acabado de baixar pra tocar, e de repente começa: "A bailarina e o astronauta" da Tiê (como sempre, rs).

"Eu sou uma bailarina e cheguei 
aqui sozinha. Não pergunte como eu vim, 
porque já não sei de mim. Do meu circo eu fui 
embora, sei que minha família chora. 

Não podia desistir, se um dia, como um
 sonho ele apareceu pra mim. "


      E lá caiu perfeitamente bem. Eu já estava chorando porque o primo do meu pai, que estava me levando disse que iríamos nos atrasar se voltássemos em casa, e eu queria fazer isso porque não tinha me despedido da minha irmã e da sobrinha. Elas tinham acabado de chegar lá, quando eu tinha acabado de sair. E haviam feito uma viagem dias antes, então faziam alguns dias que eu não as via. Imagine, quando começou a tocar essa música, qual foi minha reação. 

Aí eu tirei essa foto pra registrar a cara de deception.
      Quando cheguei por aqui, um amigo meu estava me esperando no aeroporto. As pessoas, que eu estou morando agora, não poderiam me buscar. Então, carinhosamente, ele foi me receber com toda alegria possível. Pra não deixar passar despercebido, está aqui o blog do Milton (http://acasadeninguem.blogspot.com.br/)

     Peguei o taxi e vim sozinha. Ao chegar, fui recebida muito bem. E já começaram a me encher de comida. Não dormi muito tarde, estava cansada, foram muitos dias de preocupação, ansiedade e saídas infinitas em São Luís. 
     O primeiro dia ao acordar nessa cidade encantadora foi muito estranho, eu pensava que estava em São Luís e na minha cama... Aí a Ana Cláudia (Lala) me convidou para ir ao mercado, e pra minha alegria estava fazendo um friozinho muito bom. Disseram por aqui que eu trouxe o frio pra cá, já que dias anteriores não estavam. Segundo dia soube o dia exato que farei minha matrícula na UFRJ, para assim ser oficialmente uma universitária pela segunda vez, isso já me deixou entusiasmada. Terceiro dia por aqui, acordei às 5 da manhã com a Lucilene (Lho Lho), pra ir ao trabalho dela pegar uma CPU, que agora será utilizada por mim. Finalmente pude respirar fora do bairro.

Ignorem as caras de sono da matina. 

    E hoje, acabo de saber o dia que as aulas irão começar (22 de outubro), vai demorar um pouco, mas dá tempo de me organizar, conhecer tudo e resolver o que tem pendente. E tempo demais pra ansiedade ficar a mil (aaaa). Assim concluo meus poucos dias na cidade nova, onde eu quero ser feliz enquanto durar, quatro anos (se Deus quiser), porque apesar de ser um lugar maravilhoso (e que eu ainda vou desvendar muito), é São Luís o meu primeiro amor, e esse a gente nunca esquece.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Escrever é fazer-se conhecer

      Da forma como se quer, cômica, dissertativa, descritiva, a escrita faz parte da vida de muita gente, mas também não faz parte de muitas vidas. Escrever é doar-se ao outro, que você não sabe quem é, que pode interpretar seu texto de várias formas, que você não sabe como encarará suas entrelinhas. Informal ou culta, ela vem carregada de você, do que faz parte do seu mundo. Certamente que pode ser apenas uma porcentagem de você, certas vezes pessoas passam até duzentos porcento do que é, isso porque vão além do superficial, adentram na subjetividade do eu. 
     Pensemos, escrever é se expor? Depende do ponto de vista. Há pessoas que escrevem e publicam, assim estão expostas ao que pensarão a respeito desses textos. Parte delas poderá concluir o óbvio, outras podem ir além disso. Acabando assim por construir um conceito sobre quem você é, estando certo ou não. 
    Ah! Escrever é bom demais, esvazia sua caixinha de ideias porque elas pularam para fora dela, abrindo espaço assim para novas. Já que eu estou falando de textos, vou separar quatro blogs para vocês, contar um pouco sobre os donos e como os conheci.


Lar da Escriturária, autora: Steffi de Castro


http://larescrituraria.blogspot.com.br/

Ela tem 19 anos, de São Luís e faz parte da minha vida, conheci essa incrível pessoa na escola, mas fui ficar mais próxima só quando saí de lá (e ela continuou para concluir). O teatro nos uniu, isso é fato. Participávamos de um grupo chamado Entrecena, com direção de Jorge Milton, no Colun, e então tínhamos uma convivência diária, apesar da diferença de séries (ela no 1º ano e eu no 3º). E gostos, vontades e sonhos em comum foram nos juntando mais ainda. Até que pude considerá-la uma grande amiga/irmã. Não me esforcei pra gostar dela, é muito fácil, porque alguém com tanto bom gosto e uma carga de conhecimento tão grande é quase impossível não se aproximar, a não ser que você tenha péssimas referências, rs. Ela tinha dois blogs, um que era bastante pessoal (Complexo das Letras), o outro também, porém com uma influência enorme em Deus (La Escriturária). Ela contava nesse segundo, o que achava que era certo, sua posição em relação a temas polêmicos, ou não, era sincera a ponto de provocar uma satisfação imensa ao ler seus textos. Hoje ela escreve num blog conjunto, o Lar da Escriturária, que eu mencionei up.


Cartaz fofíssimo que eu fiz para ela
 (representa muito bem quem ela é)


Fez-se flor, autora: Juliana Diniz 

http://fez-se-flor.blogspot.com.br/

É uma garota de 17 anos, mora em São Luís e também faz parte da minha vida, é uma grande amiga /irmã. Nos conhecemos há pouco tempo, mas digo à vocês, foi através da arte. A primeira vez que eu vi a Juli na vida ela estava vestida de boneca, Maricota (e que por acaso é um dos meus apelidos). Eu era jurada das apresentações que estavam concorrendo, mas eu não fazia ideia de quem estaria por trás da roupa de boneca e aquele rostinho todo pintado, e da peruca verde. A primeira vez que ela me viu, bem antes disso, eu estava apresentando na minha ex-escola, na aula inaugural, e ela estava alí, como seu primeiro dia na escola em que eu estudei. Minha personagem era uma criança (a maioria dos personagens eram, porque representávamos uma sala de aula), além disso, eu ainda era irmã gêmea, e quem fazia essa tal, era a Steffi de Castro. Então nesse dia ela me viu da mesma forma como futuramente eu a vi, 2 anos depois. Só que somente alguns meses depois da apresentação, foi que eu conheci a Juliana de verdade. 
     Juliana é aquele tipo de menina que amadureceu bem rápido, e que você aprende todo dia um pouquinho com ela. Há uma sinceridade, honestidade e simplicidade imensa nela. Quando ela escreve, só faz percebermos o quanto isso é verdade.
A flor e a flor.



Aleide e Alaide (Mariana e Steffi)

Maricota (Juliana Diniz)







Miudezas Particulares, autora: Natasha Olenka


http://miudezasparticulares.blogspot.com.br/

19 anos, mora em São Luís, entrou em minha vida na infância, quando eu era aluna da mãe dela no grupo da Igreja, e ela penrambulava, correndo pelo espaço, rs. Nos aproximamos ainda mais na adolescência, ela fez parte daquela vivência típica dos jovens, um tanto atípica, nós éramos loucas a ponto de não fazer nenhuma besteira. Só falávamos demais, nossas saídas limitavam-se uma na casa da outra, na das outras amigas que faziam parte também, padarias, comércios. Falávamos que iríamos aos EUA, enrolávamos o inglês com graças infinitas. Nós "sofremos" por amor juntas, apoiamos os desesperos e afins. O sonho dela é fazer Jornalismo, começou cursando Letras, mas não foi exatamente o que ela queria. No blog, ela escreve coisas relacionadas a sentimentos. Ela te faz pensar por diversos lados ao ler seus textos, faz uma alusão incrível. É de arrepiar. 
Natasha,  a nat licyous. 

Senhor do Tempo, autor: Marcos Lima


Ele tem 20 anos, São Luís, já está bastante tempo no blog, e já é conhecido por muitos blogueiros e apreciadores do mundo da blogosfera. O famoso "Marcos Aurélio", conheci há tempos. Nós temos uma ligação muito profunda e que denominamos "Vida entre colchetes". Logo no início da nossa amizade, tudo o que falávamos a respeito de reflexões do mundo, pessoas, ou nosso interior, colocávamos [entre colchetes], era uma forma de se deslocar do real, ir ao imaginário possível. Tanto tempo passado, percebemos que o mundo ou vida entre colchetes continua mais vivo do que nunca, as histórias foram acontecendo na vida dele, aconteceram na minha vida, e percebemos que tudo girou em torno de algo que acreditávamos. As histórias se entrelaçaram e nós pudemos fazer tudo isso de modo tino. E isso só fortaleceu a vida entre colchetes. 
O blog dele rodeia tudo. Um dia ele trata de um assunto sério, outro dia descontrai, ou sentimentaliza tudo. A forma como ele vê o mundo é impressionante, não gostar dos textos do Markoso, é algo em escassez. 

Ele brinca de escrever.

           Fico pensando se realmente mereço a amizade destas pessoas incríveis! Como posso ter conquistado-os? Escrevem de forma única e eu precisava compartilhar esse talento todo com vocês.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Adormecida


[Favor colocar pra ouvir enquanto lê o post, rs]
       As melodias e letras das músicas da Tiê vieram como parte da trilha da minha vida.. Decolei numa época em que sinto o amor longe, agora mais do que nunca, de forma pela qual eu me distancio do que passou, daquele amor que eu já pude sentir. E sinto-me longe e distante daquele que há de vir. Não sei quando virá, não sei se virá.
        É difícil até interpretar o que se sente. É uma dormência de estado, você não sofre, você não se alegra. Ao mesmo tempo que se quer acreditar que existe algo maior por vir, há a vontade de que nada mude, porque se possuímos em nossa caixa de lembranças várias situações tristes, sofridas, a vontade que elas não aconteçam outra vez é enorme. Mas aos poucos você as ignora, porque seu corpo, sua mente, seus sentimentos precisam se renovar. Os seus sentidos vão querer buscar o que você deixou de viver por um tempo por medo. Não que todas as pessoas tenham medo de arriscar outra vez, mas seu inconsciente acaba por desviar desse caminho.

 Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender"
(Perto e Distante - Tiê)
                                                  


E cada dia que passa, eu sinto que preciso voltar a viver uma história bonita, sem me preocupar se vai dar certo, ou não vai dar. Que ela exista da forma que possa existir, do jeito que vier. Sem "poréns", "porquês", sem o "talvez", sem o "e se não". Para isso precisa-se merecer. Será se "te mereço" futuro bom? Será que mereço esse "por vir"? Mereço o tal? 


"Um carinho envolve o meu coração
Sinto que é você, falando pra mim
Sussurrando"
(Te Mereço)


Sinto essa música como alguém que não existe, que só cabe na imaginação, porém, alguém possível, e que está bem longe. Só quero que continue dentro de mim essa calmaria. Essa que só é possível quando você está entre o espaço do "Perto" e do "Distante". 





domingo, 29 de julho de 2012

360º (graus)

          Minha vida e minha cabeça deram uma volta imensa. Apesar de começar falando de mim, quero falar de você, de nós, de todos. Vamos ao início: recentemente tomei uma decisão transformadora, não só de uma vida, mas de uma rotina, uma família, um futuro. Fatos... terminei o ensino médio, passei o ano seguinte estudando e focada no vestibular tradicional, que no meio do ano passou a ser enem, e no fim, ter a notícia de que não havia passado. Foi um baque tremendo! Porque quando terminei o ensino médio, era novinha, e minha vontade maior era entrar nova. Foi aí que no ano seguinte, eu desandei, por vários motivos. O primeiro deles, foi uma prima ter falecido e ter deixado a família inteira mal, muito mal, porque era a primeira pessoa nova na família a nos deixar. Isso me deixou semanas esquisita. E na mesma semana, vi que não havia passado numa prova pela qual tanto esperei e coloquei fé. No dia em que a prima sofreu o acidente, eu havia feito uma prova de concurso, que também posteriormente soube não ter passado. Aí terminei um namoro sério (ele terminou), e que era forte demais, ia além da adolescência, de um namoro passageiro, não era paixonete de criança, era baseado realmente num futuro brilhante que nos esperava, até o dia que isso passou a ser simplesmente um sonho distante. Além de ter passado a infância e adolescência inteira sofrendo com problemas familiares, e pessoais, como o bullying, justo na juventude, pela qual eu esperava tremenda mudança, acontecem essas coisas, num momento só. Pra desabar a pessoa mesmo!
         Não compreendia, não queria nem compreender, já julgava ser o pior ano da minha vida, e tinha certeza que havia nascido para receber choques de realidade como esses. Até que comecei a reviver, aos poucos mesmo, resolvi fazer tudo de novo, estudar de novo, tentar outros romances oriundos do acaso. Então eis que no terceiro ano dessa sequência depois do término do ensino médio, aconteceram muitas coisas, uma atrás da outra, a tão sonhada aprovação não aconteceu da forma que esperei, novamente, passei na tal lista de espera, e não era o curso que queria, nem sabia porque tinha colocado aquele curso. Até fui fazer a matrícula, mas tudo aconteceu de forma que isso não tivesse êxito, hoje digo: que bom. Comecei a por em prática meus dotes criativos, minhas poucas técnicas editoriais eu comecei a desenvolvê-las. Editei vídeos para uns amigos que mantinham um site de entretenimento, estudei o início da criação de sites, ajudei duas cantoras amigas a desenvolverem seu site, dei a chance de namorar outra vez, até um estágio de um mês eu consegui, eu cheguei a viver nesse terceiro ano, porém, ainda não havia chegado no alvo certo.
          Foi aí que ganhei de presente, simplesmente... ter passado na primeira chamada para um curso bom (não o que eu pretendia a priori, mas sabia que era um curso encantador). Comecei a cursá-lo, e estava gostando dele, mas aí abriram as inscrições do sisu, e eu sem pensar muito fiz. Imaginei qualquer universidade do Rio de Janeiro, coloquei  UFRJ, e um curso que eu sempre desejei. ESSA É A PARTE QUE EU MAIS GOSTO DE TODA A HISTÓRIA, eu coloquei na ufrj sem pretensão nenhuma, pode acreditar! Estava bem, se eu passasse para outro curso na UFMA, estaria tudo bem. E tranquilamente, fui estudar pro seminário que precisava apresentar, organizar tudo, e no mesmo dia da apresentação, entrei na internet e vi que a posição estava muito boa nas vagas. Tomei um susto, mas continuei a - não pensar muito, mas já imaginando a possibilidade de pensar na possibilidade de ir - (haha). E quando saiu o resultado, eu decidi. Assim, do nada. Largar o curso, deixar a família longe, os amigos, a cidade tão amada, a vida que possuía, tudo, por um sonho. Um sonho? O que vale fazer por um sonho? Vale abandonar tudo o que você imagina ser sua vida de verdade para viver algo que pode ser ou não a felicidade? Aí eu lembro de quando eu não passei... se eu tivesse passado no início para algum curso na ufma, hoje talvez estaria cursando e quase terminando. Com certeza estaria tudo certo pra concluir e me formar. Por que eu faria a escolha de ir para outro estado se eu já estivesse com essa certeza? Eu não ia nem presumir isso! E quando acabasse o curso, será que minha vida seria realmente  da forma como esperei que fosse? Pois então, não passei antes, passei hoje, na indecisão que poderia me passar pela cabeça, resolvi escolher a certeza de não ter certeza
alguma.
            Cá estou eu, decidida a ir para o RJ, estudar o que tanto sonhei, e quem sabe conquistar tudo o que eu mereço conquistar. Se eu não for, posteriormente se der tudo errado em minha vida, ou acontecer de um jeito não tão agradável, pensarei: "Se eu tivesse ido, tudo poderia ser diferente". Para evitar uma conclusão dessas no futuro, prefiro ir. Ver o que acontece, e se não der certo por lá, é mais fácil voltar e tentar novamente por aqui, porque a oportunidade de ir pra lá é única, e voltar pra minha cidade, perto dos amigos e da família é algo que mesmo se eu for, continuarão aqui.
Agora deixo isso pra vocês... Virar de ponta cabeça às vezes nos fará bem, eu gosto de arriscar. Quando se arrisca, no fim você consegue ter uma resposta de duas, que são "deu certo" ; "não deu certo". Qual a resolução para o deu certo? Nenhuma, somente sorrir, e levar adiante a imensa alegria. E se não deu certo? Nada tão diferente, só não vale levar a tristeza junto. O sorriso tem que ir nas duas, porque quando ele vai, volta da mesma forma.
Opte pela sua felicidade primeiro,
depois é no contágio. Ela se espalhará.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

O BLOG QUE PARECE LARGADO

Eu ainda vou ajeitar esse blog com mais afinco, por enquanto deixa ele assim. Ele vai crescer em qualidade, garanto.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Observando - PARTE 2

Conheci poucas pessoas no percurso da vida que me fizeram perceber que elas tinham uma função voluntária transformadora nesse mundo. Poderia existir uma máquina copiadora de boas ações, já que a bondade está escassa. Essas pessoas, ao contrário daquelas do texto anterior, são encantadoras e merecem aplausos, sorrisos e felicidade em abundância.
As criaturas causadoras das confusões das quais falei anteriormente só me fazem sentir repúdio. Há um tempo atrás, um deles passou, da forma mais impura possível, a colecionar cães. E não de porcelana ou de plástico, cães de verdade, puros e inocentes. Que lindo e fofo, ele pegava cachorros para criar, só tira a parte do criar. Apenas pegava. Deixava os pobres na rua, eram mais ou menos uns 17 cachorros, que ficavam na praça e tinham um dono. Esse tal, não se importava com eles, quando iam atrás do cara que os pegou para criar, ele batia neles, ele bate neles. Em consequência disso eles rasgavam os lixos dos moradores, com toda razão, estavam com fome. Latiam e corriam atrás de qualquer carro, moto ou bicicleta que passasse. De vez em quando duas famílias resolviam colocar um pote de água para eles, porque normalmente se saciavam com a lama, água da chuva ou qualquer resíduo líquido que tivesse por aqui.
Voltamos ao maldito que finge ser dono deles; é um cara sem escrúpulos. Os filhos dele, sem excessão são ensinados a serem meninos pivetes e maldosos. O mais velho, dava cocô para os outros, sim, cocô. Aprenderam a apedrejar os animais que diziam ser deles. Quando o pai olhava, não fazia absolutamente nada. Se pudesse, acho que até incentivava.
Os cachorros passaram a diminuir em número, aparecia um morto alí, um aqui. Certa vez acharam dois que estavam cruzando, mortos. Quanta maldade cabe nessas pessoas, só que eles amanheciam mortos porque estavam largados, e de tanto sofrerem dores físicas, de passarem fome e sede, estavam ficando agressivos, e existem muitas pessoas agressivas também, então quando perturbavam uma delas, não tinha dó, matavam-nos (não me refiro ao "false dono").
Então, logo uma família com bondade no coração passou a cuidar deles. Que ficavam na praça mesmo, mas dessa vez com cuidados maiores, se é que tinham pelo menos menores, antes. Passaram a ter ração, com horários exatos, água limpa e muito carinho. Só restam 5 deles, mas a mudança foi tão grande que eles ficaram dóceis, como deveriam ser desde o início se tivessem sido tratados da forma certa. Eles precisavam de amor. Uma situação intrigante, e que não posso deixar de contar, é que existe um mendigo que mora no coreto da praça, e ele sempre deu comida aos bichinhos. Ele não tem nem para ele, mas o coração é tão cheio de caridade, que ele não conseguia recusar isso. Quem precisava ter essa atitude, era o dono, e hoje, nem se importa mais, na verdade, como nunca.
Existe também uma senhora, nessa mesma família, ela é aquela que não deixa passar nada. Acho impressionante a capacidade dela de estar onde a gente menos espera. Como uma sombra. Antes eu tinha a educação de olhar para ela e cumprimentar. Hoje tenho o prazer de passar e fingir que não existe. Justo porque ela sabe o que se passa e aprova. Tenho certeza que não sou a única que possui algo contra ela, até porque ela sempre mete-se onde não devia. A propósito, ela também batia nos cães e finge ser a pessoa mais santa que existe frequentando uma igreja. Mas sempre que a vejo, está brigando com as netas, de um jeito que um cristão não faria. Tudo isso me enoja.
A falta de amor nas pessoas as tornam dependentes de más atitudes. E esse mundo está cheio demais delas. Se não gosta de animais, é simples, não os leve para criar se não tem condições humanas para cuidá-los. 
Posso em algum momento estar errada em declarar tanta coisa assim, mas não poderia ver tudo isso e deixar que continuasse acontecendo com poucas pessoas sabendo. Pelo menos parte dos leitores vai lembrar dessa história quando verem animais abandonados, e quem sabe até abrir um espaço no coração de vocês que nem sabiam que existia.


domingo, 15 de julho de 2012

Observando

Na minha rua há pessoas específicas que usam os acontecimentos da vida dos moradores com o intuito de repassá-los para os familiares desses tais moradores, e assim intervir de maneira negativa. Às vezes, só mesmo por saber, e ter em mãos informações "valiosas" para serem usadas em algum momento "apropriado" para eles, claro. De tanto ver isso acontecer, e confusões serem geradas através disso, e sempre por conta de uma casa, uma família, eu resolvi usar informações da rua também, mas de uma forma positiva. Existem notícias, e notícias transformadas em fofocas. Enquanto para uns a conversa começa e para aqui,








(essa é a notícia da rua pela qual a gente percebe a simples passagem de um fato importante que é valioso saber) para outros ela começa observada da janela da sua casa, desde o dia que a garota estava na porta com seu futuro marido, e saíam dia sim, dia não, às 19:30, voltavam às 23:30, depois de 2 anos de namoro,  a mulher está grávida de 4 meses, e deve bem ter sido pelo fato de sair muito e a mãe dela dar liberdade demais à ela. "Essa menina é uma vadia" (mas quando passar ao lado dela vai sorrir e dizer "oi"). É tudo o que pensa e sabe uma pessoa, como dizem aqui no Maranhão "maroca", em outros casos"fofoqueira", "mutuca".
Essa abertura, que descrevi alguém que não tem limites, e educação perante um conjunto de pessoas, é para que eu possa contar agora, sem receio nenhum, do que acontece por aqui. Não serei uma delas, até porque não citarei nomes, vocês não conhecem a minha rua e nem as pessoas que moram nela, muito menos vou prejudicar alguém, nem constranger, porque eles não devem nem utilizar internet, mas vou falar o que aconteceu por aqui nos últimos tempos. São coisas interessantes, que me fizeram refletir demais a respeito das pessoas desumanas.

[continua no próximo post]

Só pra ficar claro, o assunto sobre qual eu vou tratar vai ser somente no próximo post, o blog não vai ser diretamente ligado à isso. :)


Novamente.

Faço parte mais uma vez do lugar de escritores por amor, dos que escrevem por hobby, por ter muito tempo de sobra, ou muita imaginação pra expressar. Voltei à este mundo! E com a intenção de ficar por muito tempo por aqui. Não sei por qual motivo deixei de escrever, através do blog, porque eu nunca parei, só utilizava outro meio de fixar as minhas ideias e mirabolâncias. Eu não sou mais a mesma que escrevia há uns 2 anos atrás, não sei se evolui em relação à minha forma de escrever, mas eu evoluí como pessoa e ser humano, acho que isso já é o bastante para que as ideias também sejam melhores.
Vou arrumar com calma, posteriormente, o blog. Tentar organizá-lo conforme vou postando. Ele vai crescendo junto comigo. 
Até o próximo post. Sejam todos bem vindos de novo ao meu eu, por vezes insano, por vezes doce.